Calados, esperam um toque para mostrar o que tem para nos falar.
Alguns nos fazem rir, outros nos fazem refletir, e outros até mesmo chorar.
As vezes dizem coisas que nos fazem duvidar e aí, buscando respostas em outros, nos levam a acreditar.
Que delícia é estar com um sem deixar ninguém nos incomodar! Eles nos fazem viajar e passar por lugares que nunca sequer pensamos e nem sonhamos encontrar, sem se quer sair do lugar!
Há quem diga que todos eles são raros, que mesmo com vários, ainda não há o suficiente para a vontade de possuí-los.
"Um gato preto em cima da mesa”.
Diz um conto, mostrando palavras como estas, que nos fazem ver o que não presenciamos.
Às vezes, eles nos levam a voar, mais como, se não temos asas?
Nem sempre precisamos de asas para voar. É como dormir e sonhar! E você não precisa dos olhos que está lendo agora para ver o que estava sonhando e viver a realidade do sonho.
Alguns, não, muitos, muitos não, milhares! Ah, são tantos que acho que nunca vão acabar. Há mesmo um que me faz acreditar que os milhares, que hoje estão por aí, não seriam capazes de guardar todos os atos de um homem que por esta terra andou!
Eles têm a capacidade de dar liberdade a quem está preso, serem amigos quando estamos sozinhos, nos levantar quando caímos, nos alegrar quando estamos sem ânimo, nos ensinar quando não conseguimos aprender!
Baiano, Gaúcho, Cearense , Pernambucano, Africano ou Iraquiano. De todo tipo você encontra. Paulista, Carioca, Brasileiro.
Existe o maior e o menor do mundo, os mais criativos os mais populares, os mais conservados e mais usados, os que são mais rápidos e os que são mais lentos, os que nos levam e os que nos trazem!
Sejam eles, de que modo for os Livros já fazem parte da minha vida! E espero que da sua também.
29 de outubro, Dia Nacional do Livro.
Estava eu com o meu chapéu dentro do ambiente de trabalho e eis que uma amiga me afirma:
- Não se usa chapéu em lugares fechados!
- E por que não?
- Poque faz mal!
Logo após a sua resposta, me veio a mente todos os "faz mal" que um dia atormentou a minha tão inocente infância, e descreverei, agora, alguns dos quais ainda tenho guardado na lembrança.
Um dos que eu pagaria para descobrir quem foi o criador é aquele da sandália virada para baixo,
em que o mito era:
"Faz mal, se você deixar assim a sua mãe vai demorar de chegar em casa".
Eu não entendia e também não tinha idade o suficiente para pedir uma comprovação cientifica de que aquilo pudesse ser verdade, eu simplesmente ia lá e desvirava a sandália.
Sempre bebia água depois de comer jaca com receio de parar no hospital.
"Não beba água! Quer morrer é? Isso faz mal".
Era duro acreditar nesses mitos e mais tenebroso ainda encará-los.
Entende-se por "mito", uma mentira que contada de geração em geração, com o tempo se torna uma "verdade".
E quem não se lembra do das duas mãos sobre a cabeça...
"Tira a mão da cabeça. Faz mal, desse jeito você está gorando sua mãe".
Pelo simples ato de por a mão na cabeça eu estava gorando a minha mãe?
E afinal - o que era "está gorando"?
Minha mãe quase sempre sobrava nessas histórias!
Hoje eu estou outra pessoa.
E praticando o "sem pensar sem pesar" da Karina,
vou vivendo mais tranquilo a minha vida!
- Não se usa chapéu em lugares fechados!
- E por que não?
- Poque faz mal!
Logo após a sua resposta, me veio a mente todos os "faz mal" que um dia atormentou a minha tão inocente infância, e descreverei, agora, alguns dos quais ainda tenho guardado na lembrança.
Um dos que eu pagaria para descobrir quem foi o criador é aquele da sandália virada para baixo,
em que o mito era:
"Faz mal, se você deixar assim a sua mãe vai demorar de chegar em casa".
Eu não entendia e também não tinha idade o suficiente para pedir uma comprovação cientifica de que aquilo pudesse ser verdade, eu simplesmente ia lá e desvirava a sandália.
Sempre bebia água depois de comer jaca com receio de parar no hospital.
"Não beba água! Quer morrer é? Isso faz mal".
Era duro acreditar nesses mitos e mais tenebroso ainda encará-los.
Entende-se por "mito", uma mentira que contada de geração em geração, com o tempo se torna uma "verdade".
E quem não se lembra do das duas mãos sobre a cabeça...
"Tira a mão da cabeça. Faz mal, desse jeito você está gorando sua mãe".
Pelo simples ato de por a mão na cabeça eu estava gorando a minha mãe?
E afinal - o que era "está gorando"?
Minha mãe quase sempre sobrava nessas histórias!
Hoje eu estou outra pessoa.
E praticando o "sem pensar sem pesar" da Karina,
vou vivendo mais tranquilo a minha vida!
Sentei e comecei a reparar
Um moço agoniado que corria de lá para cá.
Sem medo de falar
Um susto ele me deu
Quando com a faca na mão, no cu de Deus meteu.
Levou-me a indagar...
Quantos “Sebastiões” não há
Que contam com a sorte
Para da noite pro dia a vida mudar?
Homem por fora, menino por dentro.
Muitos amigos, pouco dinheiro.
E o que não te faltava era um tanto de medo.
O avião caiu e ninguém foi olhar
Todos pediam – “Sebastião, vai lá”.
A sua coragem me animou, quando viu o dinheiro no meio do terror.
É sorte. É o sonho. É a comida.
É o leite. É a quitação. É a esperança.
É o compadecimento do Padre Cícero.
Dinheiro de sangue, dinheiro de vento.
Assim como veio, voltou para o relento.
Semelhante a Árvore da cidade de Felicidade, trouxe sonhos artificiais iguais aos seis mil seiscentos e sessenta reais.
O pobre Sebastião, com a morte se encontrou.
Negociou a vida, lhe entregando o dinheiro que desenterrou.
Mas a vantagem de viver ele não levou.
Levou três tiros
E no meio do matagal ficou.
(ponto final por extenso)
P.s. O tal Sebastião!
Um moço agoniado que corria de lá para cá.
Sem medo de falar
Um susto ele me deu
Quando com a faca na mão, no cu de Deus meteu.
Levou-me a indagar...
Quantos “Sebastiões” não há
Que contam com a sorte
Para da noite pro dia a vida mudar?
Homem por fora, menino por dentro.
Muitos amigos, pouco dinheiro.
E o que não te faltava era um tanto de medo.
O avião caiu e ninguém foi olhar
Todos pediam – “Sebastião, vai lá”.
A sua coragem me animou, quando viu o dinheiro no meio do terror.
É sorte. É o sonho. É a comida.
É o leite. É a quitação. É a esperança.
É o compadecimento do Padre Cícero.
Dinheiro de sangue, dinheiro de vento.
Assim como veio, voltou para o relento.
Semelhante a Árvore da cidade de Felicidade, trouxe sonhos artificiais iguais aos seis mil seiscentos e sessenta reais.
O pobre Sebastião, com a morte se encontrou.
Negociou a vida, lhe entregando o dinheiro que desenterrou.
Mas a vantagem de viver ele não levou.
Levou três tiros
E no meio do matagal ficou.
(ponto final por extenso)
P.s. O tal Sebastião!
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