quarta-feira, 18 de julho de 2012 0 comentários

faz mal

Estava eu com o meu chapéu dentro do ambiente de trabalho e eis que uma amiga me afirma:

- Não se usa chapéu em lugares fechados!
- E por que não?
- Poque faz mal!

Logo após a sua resposta, me veio a mente todos os "faz mal" que um dia atormentou a minha tão inocente infância, e descreverei, agora, alguns dos quais ainda tenho guardado na lembrança.

Um dos que eu pagaria para descobrir quem foi o criador é aquele da sandália virada para baixo, 
em que o mito era:
"Faz mal, se você deixar assim a sua mãe vai demorar de chegar em casa".
Eu não entendia e também não tinha idade o suficiente para pedir uma comprovação cientifica de que aquilo pudesse ser verdade, eu simplesmente ia lá e desvirava a sandália. 

Sempre bebia água depois de comer jaca com receio de parar no hospital.
"Não beba água! Quer morrer é? Isso faz mal".
Era duro acreditar nesses mitos e mais tenebroso ainda encará-los.
Entende-se por "mito", uma mentira que contada de geração em geração, com o tempo se torna uma "verdade".

E quem não se lembra do das duas mãos sobre a cabeça...
"Tira a mão da cabeça. Faz mal, desse jeito você está gorando sua mãe".
Pelo simples ato de por a mão na cabeça eu estava gorando a minha mãe?
E afinal - o que era "está gorando"?
Minha mãe quase sempre sobrava nessas histórias!

Hoje eu estou outra pessoa.
E praticando o "sem pensar sem pesar" da Karina,
vou vivendo mais tranquilo a minha vida!


sexta-feira, 18 de maio de 2012 0 comentários

Dinheiro de sangue

Sentei e comecei a reparar
Um moço agoniado que corria de lá para cá.
Sem medo de falar
Um susto ele me deu
Quando com a faca na mão, no cu de Deus meteu.

Levou-me a indagar...
Quantos “Sebastiões” não há
Que contam com a sorte
Para da noite pro dia a vida mudar?

Homem por fora, menino por dentro.
Muitos amigos, pouco dinheiro.
E o que não te faltava era um tanto de medo.

O avião caiu e ninguém foi olhar
Todos pediam – “Sebastião, vai lá”.
A sua coragem me animou, quando viu o dinheiro no meio do terror.

É sorte. É o sonho. É a comida.
É o leite. É a quitação. É a esperança.
É o compadecimento do Padre Cícero.

Dinheiro de sangue, dinheiro de vento.
Assim como veio, voltou para o relento.
Semelhante a Árvore da cidade de Felicidade, trouxe sonhos artificiais iguais aos seis mil seiscentos e sessenta reais.

O pobre Sebastião, com a morte se encontrou.
Negociou a vida, lhe entregando o dinheiro que desenterrou.
Mas a vantagem de viver ele não levou.

Levou três tiros
E no meio do matagal ficou.



(ponto final por extenso)


P.s. O tal Sebastião!
sábado, 17 de março de 2012 0 comentários

amo

o amor está no ponto,
está no ponto te esperando.
o amor perdeu o ônibus

(ponto final por extenso)
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012 0 comentários

Azul Romântico.

Água azul - Mar
Calça azul - Jeans
Comunistas azuis - Smurf's
Filme azul - Avatar
G azul - Google
Passarinho azul - Twitter
Planeta azul - Terra
Quadradinho azul - Facebook
Sorvete azul - Babalú
Três pessoas azuis - Blue Men

Céu azul - Você

(ponto final por extenso)



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012 0 comentários

para uma estrela ...:... para você

no sereno e frio do Saara
um dia te levarei,
deitaremos e sorriremos na areia
iluminados por todos os sóis
que o diurno não nos deixa ver

(ponto final por extenso)
domingo, 6 de novembro de 2011 0 comentários

Desculpe as letras

Até gostamos de arriscar, mas temos medo!
E o medo gera conformismo.
E o conformismo nos destrói.

P.s. Desde já desculpe as letras
(ponto continuação por extenso)
sexta-feira, 4 de novembro de 2011 0 comentários

Não é a imagem, é o som.!


 
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